aqui reuno os textos, as palavras, as canções e todos os excedentes do amor, num mapa de fragmentos, imagens e dissabores que originaram novos sabores...
A bailarina rodopia
cisne negro
e foge do galgo que trinca o vazio
corrida ou perseguição
bailado ofegante
entre o desejo
e o desprezo
roda que roda em pontas
- É espera, silêncio,
quando a cortina subir ovação...
O Zé entrou no café.
Pediu o café e dirigiu-se à mesa. Lá fora a chuva caía e ele esperava! Não existem sonhos encarnados quando se chega a Novembro, pensou ele! Tratou de tirar o lápis azul da censura do bolso do casaco. E enquanto bebia o café, pintou a azul todos os sonhos que não devia ter.
_ Tudo a azul!
Riu-se e teve que pagar o café à pressa, por que as suas gargalhadas arco-íris fugiam porta-fora.
_ Tem que ser tudo a azul, gritou!!!
por que há quem vá e quem fique à espera, pronto para a luta, agarrado ao chão, com pés de chumbo, por que há quem venha e há quem fique encostado à sombra para não ser notado, há quem escreva há quem desenhe mas por agora há quem beije e eu quero mais um, por que os que deste já foram dados, e como a canção, "ai eu gosto tanto, e só dois é pouco" e agora que leio os poemas que os outros escrevem eu sei que encontrei o lugar onde o coração guardar e posso retirar-me, pendurar o casaco molhado, descalçar-me e no sofá do teu coração seguir viagem...
sim, sim para lá do nevoeiro que se ergue entre os prédios, para lá de toda a natureza, para lá da compreensão ergue-se o teu corpo à espera, como eu espero do beijo que redime as formas e as palavras, que consente e comanda corpo despido que espera o tempo passar até ser hora, até ser mistura de mil horas por que para lá desta sala fechada eu sonho, eu crio eu descrevo o desejo de quem te espera e sabe o tempo certo até te voltar a encontrar. Falta pouco, falta muito o tempo que falta estende-se da minha mão até a tua, vem cá, anda rápido, deixa-me segurar a certeza que és em mim, como o sorriso, como o beijo, como o nariz como tudo em ti me torna mais sagrado por que és tu que trazes a luz ao corpo que como quarto se encontrava às escuras perdido entre sombras e demónios, por que és tu o anjo que se eleva para lá do mundo, para lá do nevoeiro para lá da natureza humana que nos despe e nos corrói no passar dos dias. por que agora, em oração, tu és o corpo, a alma, o sangue que me lava e liberta em mim um homem novo a nascer para ti
Comecemos pelo principio, se o há, se há fim Comecemos pelo rosto, É composto por linhas que oscilam Entre rectas e curvas, Sobrancelhas carregadas, de olhos castanhos-triste E pestanas que podem ir até ti A boca, os lábios no sítio certo Entre a simetria de um rosto assimétrico Os lábios ligeiramente carnudas De carne feita, os dentes aguçados ao paladar do beijo. Cabelo em desalinho, sem saber por onde ir. Debaixo da cabeça O corpo, o tronco, a base De linha magra, ombros a carregar o peso que todos os homens devem suportar...
Don't matter if the road is long Don't matter if it's steep Don't matter if the moon is gone And the darkness is complete Don't matter if we lose our way It's written that we'll meet At least, that's what I heard you say A thousand kisses deep
I loved you when you opened Like a lily to the heat You see, I'm just another snowman Standing in the rain and sleet Who loved you with his frozen love His second hand physique With all he is and all he was A thousand kisses deep
I know you had to lie to me I know you had to cheat You learned it on your father's knee And at your mother's feet But did you have to fight your way Across the burning street When all our vital interests lay A thousand kisses deep
I'm turning tricks I'm getting fixed I'm back on boogie street I'd like to quit the business But I'm in it, so to speak The thought of you is peaceful And the file on you complete Except what I forgot to do A thousand kisses deep
Don't matter if you're rich and strong Don't matter if you're weak Don't matter if you write a song The nightingales repeat Don't matter if it's nine to five Or timeless and unique You ditch your life to stay alive A thousand kisses deep
The ponies run The girls are young The odds are there to beat You win a while, and then it's done Your little winning streak And summon now to deal with your invincible defeat You live your life as if it's real A thousand kisses deep
I hear their voices in the wine That sometimes did me seek The band is playing Auld Lang Syne But the heart will not retreat There's no forsaking what you love No existential leap As witnessed here in time and blood A thousand kisses deep
E o rapaz viu o anuncio, e viu as imagens, acompanhadas de uma musica, uma melodia e as palavras, viu algumas pessoas a postarem a musica no face, e não reparou, e o rapaz andava com a música na cabeça, andava com ela às voltas e finalmente encontrou-a e pode agora postar... she can be everytinhg..., but for she will always be my woman... Deus alguma magia e fantasia neste tempo turbulento onde só falta haver sangue no parlamento, por que o país esse dorme impávido e sereno, a sonhar pequeno
Some get their kicks from cocaine/I'm sure that if I took even one sniff/That would bore me terrifically too/That I get a kick out of you...
Quando todos estão inspirados e as palavras fogem para fora da página em branco, pode-se sempre recorrer a quem já escreveu algo que queremos dizer. Eu sei que existem rios de mel, e flores e um jardim, um espaço... Podia falar de felicidade e da batalha do dia-a-dia para a conquistar, podia falar de tudo. Mas basta-me pensar nas coisas mais simples, a forma como lambes sempre a colher do café, como adormeces a ver tv, como sorris, como o dia fica maís fácil quando tu estás. O melhor texto aquela que não conseguimos ainda escrever, que está ainda guardado na bolsa do coração. Como dizia o MEC, o amor é fodido, ainda bem que desta vez me fode a mim...
Na lama rapam o tacho os porcos que engordam com as mãos sebosas... a comer os corpos dos que cansados tombam. rebolam e riem, os porcos, que tanto comem e nunca rebentam... Na lama, como um quarto de um hotel de cinco estrelas fazem a festa fazem a história brindando com copos de champanhe a festa vai continuar, a engorda a gula. até quando aguentas ser ate quando aguentas ir até quando aquentas e suportas com os porcos às costas?
Os fantasmas choram a partida, como musas despeitadas, a quem mais não se escreve,e eu sorrio, parto para longe, parto para ti. Do outro lado tudo é o que vai ser conquistado,e aquelas que choram transformam o mar em sal. Que bom que é partir depois de tudo estar no sítio certo...